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O Governo do Estado, por meio da Fundação Catarinense de Cultura, entrega nesta quinta-feira, 8, o Certificado de Registro da Festa do Divino Espírito Santo, reconhecendo a manifestação como patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina. O ato de entrega do certificado à Irmandade do Divino Espírito Santo (IDES) ocorrerá às 16h, na Capela Do Divino, situada na Praça Getúlio Vargas, no Centro de Florianópolis, e contará com a presença do secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL), Leonel Pavan, que representará o Governador Raimundo Colombo; do presidente da FCC, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, e do provedor da Irmandade, Ademar Arcângelo Cirimbelli.

festadodivino

Com 244 anos de existência, a Festa do Divino da IDES soma-se à outra importante e histórica manifestação religiosa, A Procissão do Nosso Senhor dos Passos, no registro de patrimônio cultural imaterial do Estado. A Diretoria de Preservação do Patrimônio Histórico da FCC analisa outros processos de registro, como a pesca da tainha com auxílio de golfinhos em Laguna, o Cacumbi de Araquari e o queijo serrano de Lages. “Trata-se de um esforço pelo reconhecimento não só do patrimônio material, que hoje chegamos a 351 bens tombados, mas também do imaterial, a partir do registro destas fundamentais manifestações da nossa cultura e história”, explica o presidente da FCC.

A concessão do registro foi precedida pela aprovação, pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC), do parecer da FCC que ressalta o “profundo embasamento originário de uma pesquisa histórica, mostrando que a Irmandade do Divino Espírito Santo de Florianópolis foi criada em 1773 e reflete as tradições da cultura dos povoadores açorianos da Ilha de Santa Catarina”. Além disso, é destacado que “a manifestação ocorre não apenas em Florianópolis, mas também em dezenas de outros municípios catarinenses, expondo seu caráter relevante para a cultura de nosso Estado”. “Assim, a FCC, o Conselho e o Governo do Estado, manifestam sua profunda atenção a essa manifestação que atravessou dois séculos por meio da Irmandade do Divino Espírito Santo e que transcende a questão religiosa, valorizando suas ações culturais, filantrópicas e sociais”, disse Rodolfo Joaquim Pinto da Luz.

A manifestação da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundação Catarinense de Cultura, “fundamentada na pesquisa histórica” que ratificou a relevância do registro desta manifestação cultural, deu embasamento ao registro. A partir de agora, a Festa do Divino, também chamada de Divina Festa da IDES, estará inserida no Livro das Celebrações, conforme dispõe o Decreto Estadual 2.504/2004. É o segundo evento a merecer este registro.

Considerada um dos eventos religiosos cristãos mais importantes, dentre muitos praticados no Estado. As tradições açorianas como a Festa do Divino estão presentes em nossa cultura até hoje chegaram juntas com os mesmos, entre os anos de 1748 e 1756. A Irmandade sempre manteve o período de ocorrência da Festa durante o Pentecostes, cuja data mais relevante se dá exatamente 50 dias depois do domingo de Páscoa e a sete dias do ato litúrgico da Ascensão de Jesus; é o domingo de Pentecostes. Neste dia, ocorre a coroação do Imperador, figura onipresente em todas as festas do Divino, e a missa solene da coroação. Inclusive a IDES possui em seu acervo histórico coroa e cetro que datam de 1774, trazidos diretamente dos Açores e que são utilizados na liturgia da festa desde 1776.


Sobre a Irmandade do Divino Espírito Santo

Fundada em 1773, a IDES é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que tem por missão "Abrir portas, resgatar esperanças e encorajar crianças, adolescentes, jovens e suas respectivas famílias, para que sejam protagonistas de suas vidas, transformando a realidade e o meio em que vivem, a partir da promoção da cidadania e do desenvolvimento social.”

Atualmente os programas da IDES atendem cerca de 750 crianças e adolescentes diariamente através dos seus três núcleos de atendimento. Onde elas participam de atividades diferenciadas que possibilitam o exercício da autonomia, liberdade e criatividade.

 

FOTO: Arquivo IDES/Divulgação

Assessoria da Fundação Catarinense de Cultura (FCC)

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